O que um elefante-marinho de 3 toneladas faz no Rio? Entenda a passagem do visitante pelas praias

  • 07/10/2026
(Foto: Reprodução)
Chegou, gostou e ficou: elefante-marinho já esteve em várias praias no Rio e em Niterói Um visitante de quase 3 toneladas e cerca de 5 metros de comprimento tem chamado a atenção de quem passa pelas praias do Rio de Janeiro e de Niterói nos últimos dias. O elefante-marinho, uma espécie que não costuma frequentar as águas cariocas, já foi visto em São Conrado, na Zona Sul do Rio, em Icaraí, em Niterói, e, nesta terça-feira (6), em Copacabana. A presença do animal na região há vários dias desperta uma série de perguntas: de onde ele veio? Está perdido? Por que passa tanto tempo deitado na areia? Quanto tempo pode ficar no Rio? E há algum risco em chegar perto dele? Segundo biólogos, aparições como essa são incomuns, mas podem acontecer. Uma das hipóteses é que o animal tenha chegado à costa do Rio acompanhando correntes marítimas mais frias e buscando alimento. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Da esquerda para a direita: o elefante-marinho em Copacabana, em Icaraí, em Niterói; e em São Conrado Reprodução/ TV Globo e Fabrício Pioyani/ AgNews Ele está perdido? Não necessariamente. Elefantes-marinhos são capazes de percorrer grandes distâncias pelo oceano em busca de alimento. Durante esses deslocamentos, um indivíduo pode acabar aparecendo muito longe das regiões onde a espécie é encontrada com maior frequência. O biólogo Pedro Fróes explica que esse não é um animal comum nos mares cariocas e que a passagem pelo Rio pode estar relacionada justamente a esse deslocamento em busca de comida. A hipótese, portanto, não significa necessariamente que o elefante-marinho tenha perdido a capacidade de voltar. O deslocamento pelo litoral pode fazer parte de uma movimentação temporária. Elefante-marinho na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta terça-feira (6) Reprodução/ TV Globo Por que ele fica tanto tempo deitado na praia? A cena pode preocupar quem encontra um animal desse tamanho imóvel na areia, mas o simples fato de um elefante-marinho permanecer deitado na praia não significa que ele esteja doente. A saída da água é importante para o descanso desses animais. Por isso, aproximar-se para tentar fazê-lo voltar ao mar pode ter justamente o efeito contrário ao desejado: interromper um período de repouso. Em Copacabana, o elefante-marinho passou boa parte do tempo praticamente no mesmo lugar. Deitou de barriga para baixo, virou de barriga para cima, enterrou parte do rosto na areia, se coçou e chegou a bocejar. Em determinado momento, quando parecia disposto a sair da água novamente, encontrou uma aglomeração de pessoas e voltou para o mar. Elefante-marinho na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio Josué Luz/ TV Globo É o mesmo animal visto em diferentes praias? Os biólogos acreditam que sim. Segundo os especialistas que acompanham o caso, o elefante-marinho visto em Copacabana é provavelmente o mesmo que apareceu anteriormente na Praia de Icaraí, em Niterói, e, antes disso, em São Conrado, na sexta-feira (2). A sequência ajuda a mostrar que o animal está se deslocando pela costa da Região Metropolitana. Ele pode ficar quanto tempo no Rio? Não é possível saber exatamente. A permanência depende do comportamento do próprio animal e das condições que encontrar durante o deslocamento. Ele pode continuar aparecendo em diferentes praias antes de seguir viagem. Por isso, uma nova aparição não significa necessariamente que o elefante-marinho esteja com dificuldade para deixar a região. Banhistas observam elefante-marinho na Praia de Copacabana Josué Luz/ TV Globo Elefante-marinho faz aparição discreta em Icaraí, na orla de Niterói, na Região Metropolitana do Rio Reprodução/ TV Globo Ele é perigoso? A aparência preguiçosa engana. Apesar de passar horas aparentemente indiferente à movimentação ao redor, o elefante-marinho é um animal selvagem, grande e territorial. Especialistas alertam que ele possui dentes afiados e pode reagir caso se sinta ameaçado ou encurralado. O tamanho também impressiona. O animal observado no Rio tem cerca de 5 metros e pesa quase 3 toneladas. Por isso, a orientação é não tocar, alimentar ou tentar conduzir o elefante-marinho de volta para a água. O que fazer se encontrar o elefante-marinho? A principal recomendação é simples: observar de longe. É importante evitar aglomerações ao redor do animal, não bloquear seu caminho entre a areia e o mar e manter animais domésticos afastados. Fotos e vídeos podem ser feitos, desde que a aproximação não altere o comportamento do elefante-marinho. A distância também ajuda o animal a fazer exatamente aquilo que provavelmente procura quando sai da água: descansar. Veja mais imagens da aparição do elefante-marinho: Elefante-marinho no mar em São Conrado Dilson Silva/ AgNews Elefante-marinho na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio Dilson Silva/ AgNews Animal marinho aparece na Praia de São Conrado Fabrício Pioyani/ AgNews Animal marinho aparece na Praia de São Conrado Fabrício Pioyani/ AgNews

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/bom-dia-rio/noticia/2026/10/07/o-que-um-elefante-marinho-de-3-toneladas-faz-no-rio-entenda-a-passagem-do-visitante-pelas-praias.ghtml


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