PF aponta uso de telefones em nome de mortos por policiais federais investigados no esquema da Refit

  • 15/05/2026
(Foto: Reprodução)
Dinheiro encontrado na casa de um policial civil alvo da Operação Sem Refino Divulgação A Polícia Federal identificou indícios de que policiais federais utilizaram telefones registrados em nome de pessoas falecidas para se comunicar com investigados no caso envolvendo a Refinaria de Manguinhos (Refit). De acordo com a investigação que embasou a Operação Sem Refino, deflagrada na manhã desta sexta-feira (15), os aparelhos eram usados de forma recorrente por 2 escrivães, um deles lotado na Delegacia da Polícia Federal em Nova Iguaçu, em conversas com integrantes do esquema. Segundo a PF, o uso dessas linhas tinha como objetivo dificultar o rastreamento das comunicações e manter as atividades ilícitas sob anonimato, por meio da utilização de contas telefônicas registradas em nome das pessoas mortas. No total, agentes saíram para cumprir 17 mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta (15), entre eles um contra o ex-governador Cláudio Castro. Moraes ainda determinou 7 medidas de afastamento de função pública. O empresário Ricardo Magro, dono da Refit, também está na mira da PF nesta sexta. A corporação solicitou a inclusão do nome dele na Difusão Vermelha da Interpol, a lista dos mais procurados do mundo. Claudio Castro (PL) Fernando Frazão/Agência Brasil IP vinculado à rede da PF A identificação do policial federal suspeito de atuar no esquema ocorreu após o cruzamento de dados técnicos. De acordo com o documento, o aparelho utilizado pelo suposto operador acessou sistemas por meio de um endereço de IP (o número que identifica um dispositivo conectado à internet) vinculado à rede interna da própria Polícia Federal. Os registros foram associados ao login funcional de um escrivão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Além dele, outro escrivão aparece vinculado ao mesmo núcleo de contatos. Para os investigadores, o fato reforça a suspeita de que o grupo possuía ramificações dentro das forças de segurança. Informações privilegiadas a investigados A investigação também aponta irregularidades na atuação de um policial civil do Rio responsável por uma apuração preliminar relacionada ao caso. Na manhã desta sexta, a polícia apreendeu R$ 500 mil na casa do agente. A Polícia Federal aponta que a atuação do policial civil comprometeu a investigação, pois ele teria dado informações privilegiadas aos investigados, o que pode ter beneficiado os suspeitos. Na avaliação dos federais, essas medidas comprometeram a coleta de provas. O policial civil também teria ligação com um lobista apontado como intermediário da organização. Para a Polícia Federal, isso indica que o esquema extrapolava práticas empresariais ilícitas e fraudes fiscais, alcançando órgãos públicos e até agentes responsáveis pela repressão a crimes. Os 2 escrivães da Polícia Federal e o agente da Polícia Civil foram afastados de suas funções de acordo com decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do ex-governador Cláudio Castro afirmou que foi surpreendida com a operação e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. "No entanto, Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura", diz a nota. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/15/investigacao-policia-federal-refit.ghtml


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